Arquipélago de Fernando de Noronha

Fernando de Noronha é um arquipélago pertencente ao estado brasileiro de Pernambuco, formado por 21 ilhas e ilhotas, ocupando uma área de 26 km², situado no Oceano Atlântico, a leste do estado do Rio Grande do Norte.

Fernando de Noronha constitui um Distrito estadual de Pernambuco desde 1988, quando deixou de ser um território federal, cuja sigla era FN, e a capital era Vila dos Remédios. É gerida por um administrador-geral designado pelo governo do estado. A ilha principal tem 17 km² e fica a 291 milhas náuticas de Recife e a cerca de 200 milhas náuticas de Natal.

Fernando de Noronha é um paraíso a parte. Lá estão os melhores points de mergulho do Brasil. A ilha tem uma geografia sem igual, com praias belíssimas, sendo um lado voltado para o continente e o outro lado para o Oceano Atlântico, esse último é constantemente castigado pela força das ondas, enquanto o lado do continente é mais abrigado e só sofre maiores agitações com a chegada de swell, que geralmente ocorre de dezembro a março.

A ilha, ao ter sido descoberta pelo reino de Portugal, foi designada de Ilha de São João da Quaresma, provavelmente por Gaspar de Lemos, em 1500, ou por uma expedição da qual Duarte Leite erroneamente terá atribuído o comando a Fernão de Noronha, realizada em 1501–1502. Porém o primeiro a descrevê-la foi Américo Vespúcio, que tomou parte na expedição de Gonçalo Coelho.

O fato de já ser chamada Ilha de Fernão de Noronha por Frei Vicente do Salvador, tal como hoje é conhecida, está justificado por provir do nome do primeiro proprietário da capitania hereditária, Fernão de Noronha ou Fernão de Loronha, após doação de D. Manuel I em 16 de fevereiro de 1504.

O arquipélago foi invadido algumas vezes, em 1534 por ingleses, de 1556 até 1612 por franceses, em 1628 e 1635 pelos holandeses, voltando ao controle português em 1700, para ser novamente conquistada pelos franceses em 1736 e definitivamente ocupada pelos portugueses em 1737.

 

A Estréia do Anakena na XXIV REFENO

Após nossa expedição à Ilha da Trindade e Martin Vaz nosso veleiro estava testado. Foram mais de 1000 milhas náuticas que percorremos para chegar em Trindade devido ao vento contrário e aos bordos que efetuamos.

Essa experiência foi bastante útil para mostrar o que precisava ser mudado ou reforçado no nosso veleiro. Pegamos condições extremas de vento devido ao grande número de pirajás que por nos passaram.

Após os reparos necessários, nosso veleiro já estava pronto para uma nova aventura. Dessa vez bem mais preparado do que quando fora para Trindade.

A nova aventura não demorou a aparecer, seria a participação do Anakena na XXIV REFENO, Regata Internacional Recife – Fernando de Noronha.

Estávamos tão ansiosos por nos lançar em uma nova travessia oceânica e a XXIV REFENO serviria perfeitamente. De tão ansiosos que estávamos que fomos o 1º Veleiro inscrito na regata.

A tripulação, desta vez, seria composta por mim, minha esposa e meus 3 filhos, além de minha cunhada, Wagner Fernando, da Ecoscuba - Escola de Mergulho da Praia do Francês, e pelo velejador e médico Rafael Pereira, amigo da cidade do Recife.

A partida foi dada no dia 13/10/2013, primeira vez que ocorria no mês de outubro (geralmente era em setembro).

Como sempre, devido ao grande número de veleiros que participam da regata, a partida é dividida em vários grupos, sendo que o nosso grupo, catamarã, foi o último a largar, partindo às 14:00h.

Os procedimentos de partida da REFENO são os seguintes:

1º Sinal de Atenção: bandeira da cor do grupo, 30 (trinta) minutos antes da partida, acompanhada de um sinal sonoro (início do Check-in).

2º Sinal de preparação: bandeira PAPA, 04 (quatro) minutos antes da partida, acompanhada de um sinal sonoro (Término do Check-in).

3º Sinal de Preparação: bandeira PAPA arriada, 1 (um) minuto antes da partida, acompanhada de um sinal sonoro.

4º Sinal de Partida: bandeira do grupo arriada, acompanhada de um sinal sonoro. Neste momento será dado o sinal de atenção do grupo seguinte.

Como eu estava com uma tripulação que contava com crianças e convidados não velejadores, decidi que faria minha largada, ou partida, como o pessoal do Cabanga gosta de falar, de forma despreocupada, por último, deixando que os mais apressados saiam na frente e briguem por suas posições, as vezes com alguns abalroamentos que podem causar avarias nas embarcações.

Enquanto aguardávamos nossa partida, amarramos nosso veleiro no Gabi e ficamos conversando com nossos amigos de Maceió sobre a regata. Estávamos todos ansiosos para partir.

O vento na partida estava bastante fraco, pelo menos era vento leste o que deixaria nossa velejada mais fácil e tranqüila. Levamos algum tempo para ir do Marco Zero, local da partida, até a saída do Porto do Recife e rumássemos para a bóia norte.

Para nossa surpresa, na saída do porto avistamos o veleiro Gabi, que havia saído bem na nossa frente, aparentemente sem rumo.

Chamamos o Gabi pelo rádio VHF e soubemos que o leme hidráulico havia quebrado. Eles estavam tentando voltar para o Cabanga com a utilização alternada dos motores de bombordo e boreste para dar direção e rumo, o que não é difícil de fazer em um catamarã com dois motores.

Infelizmente nossos amigos estavam deixando a regata com uma pane hidráulica não prevista, inclusive soube que o veleiro havia passado por uma manutenção preventiva que incluía a parte hidráulica.

A travessia se deu com vento fraco, as vezes um pouco mais moderado, porém sem passar dos 20 nós, mesmo quando pegamos os ventos alíseos.

Ao todo levamos 47 horas, 3 minutos e 28 segundos para percorrer as cerca de 292 milhas náutica que separam o Recife de Fernando de Noronha. Chegamos em terceiro lugar na nossa categoria, sendo que o primeiro veleiro chegou com 46 horas, 19 minutos e 21 segundos. Ou seja, menos de uma hora de diferença. Nada mal para a nossa tripulação que contava com mais passageiros do que tripulantes.

Fizemos uma média de 149 milhas náuticas por dia.

Passamos a semana em Fernando de Noronha. No sábado Marta, as crianças e minha cunhada retornaram de avião. Em Noronha ficamos eu, Wagner e Rafael para levar o Anakena de volta ao continente.

Zarpamos no domingo, dia 21/10/2013, por volta das 08:30h. Ao todo levamos cerca de 47 horas para percorrer o trajeto de volta até o Recife.

Infelizmente, a idéia inicial que seria visitar os Penedos de São Pedro e São Paulo, agora chamado de Arquipélago, fora postergada.

O motivo da desistência em visitar o arquipélago ocorreu por um motivo pessoal, pois estava estudando para o processo seletivo à categoria de praticante de prático e fui surpreendido com a abertura de inscrições e a marcação da prova para o dia 05/01/2013.

Por isso, precisei antecipar o retorno para Maceió, pois precisava estudar para a prova que ocorreria dentro de pouco tempo.

Portanto, a visita ao Arquipélago de São Pedro e São Paulo ficaria adiada para o futuro. Porém, não esquecida.

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